quinta-feira, 19 de abril de 2018

Teste Hidrostático

Um teste hidrostático é um teste que mede a força ou a integridade estrutural de embalagens pressurizadas que contenham um líquido ou um gás. Os recipientes que podem ser testados incluem caldeiras, cilindros de gás ou os tubos em um sistema de água.

O teste assegura que não existam quaisquer fugas no recipiente e que é estruturalmente seguro realizar qualquer operação normal para tal equipamento.


Para realizar um teste hidrostático, o recipiente é tipicamente colocado dentro de uma câmara de aço que é cheio com água sob pressão normal. Subsequentemente, a água sob pressão é bombeada para dentro do recipiente a ser testado. 

O recipiente irá expandir-se, forçando a água para fora da câmara de aço e, em seguida a pressão é liberada, forçando a água para retornar para dentro da câmara de aço. A quantidade de água que retorna para a câmara de aço é utilizada para determinar se o recipiente testado passa ou falha no teste hidrostático.

Os extintores de incêndio são geralmente submetidos a um teste hidrostático para garantir a segurança e seu bom funcionamento.

Ao longo do tempo, o invólucro que contém o material de combate ao fogo pode enfraquecer e perder a integridade, o que pode levar a um mau funcionamento ou até mesmo uma ruptura.

O cilindro, tubo de invólucro, e montagem são testados sob pressão para verificar possíveis vazamentos. 

O teste hidrostático antes de um cilindro de extintor de incêndio ser colocado na câmara hidrostática, à válvula é removida e uma inspeção visual no interior é conduzida. Os sinais de defeitos de corrosão e estrutural podem causar uma falha do cilindro sob condições pressurizadas. Somente se o invólucro ou cilindro apresentar situação normal, é que o teste hidrostático pode ser iniciado.

Um tubo de água de alta pressão é ligado ao cilindro, o qual é então colocado em uma câmara de aço cheia de água. A água é bombeada para dentro do cilindro, à medida que há um aumento da pressão dentro do cilindro, as paredes começam a se expandir, forçando a água dentro da câmara a se mover. A água normalmente sai da câmara através de uma tomada pequena e recolhida em uma bureta, ou dispositivo de medição de laboratório, situados no exterior da câmara. Uma vez que a pressão é reduzida no interior do cilindro, as paredes retraem, o que faz com que a água na bureta retorne à câmara.

O equipamento utilizado, que pode ser uma bureta, é capaz de fornecer uma medida para a quantidade de água que foi forçada para fora da câmara. Para completar a medição, também mede a quantidade de água que retornou para a câmara. Normalmente, se a quantidade de água que permanece na bureta é maior do que 10 por cento da quantidade que foi inicialmente forçada para fora da câmara, deduz-se que o cilindro testado falhou no teste hidrostático.

As válvulas de segurança são aplicadas em serviços com fluidos compressíveis, como gases e vapores, aliviando o excesso de pressão de forma rápida e instantânea (ação "pop").

Válvulas de alívio têm abertura proporcional ao aumento de pressão ao qual ela está instalada e após ser atingida a pressão de ajuste. São aplicadas principalmente em serviços com fluidos incompressíveis, ou seja, fluidos no estado líquido. Nessas válvulas o curso de abertura é sempre proporcional à sobre-pressão do sistema.

Já as válvulas de alívio e segurança podem operar tanto com gases e vapores como com líquidos, dependendo da aplicação.



http://www.stdengenharia.com.br/biblioteca.html#hidrostatico

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Válvulas de Segurança

Os termos "alívio", "segurança", e "alívio e segurança" se aplicam a válvulas que têm a finalidade de aliviar a pressão de um sistema. Nas indústrias de processo químico em geral, costuma-se chamar todas essas de válvulas de segurança, porém existem diferenças, principalmente no tipo de fluido e, consequentemente, no processo construtivo de cada uma.

As válvulas de segurança são aplicadas em serviços com fluidos compressíveis, como gases e vapores, aliviando o excesso de pressão de forma rápida e instantânea (ação "pop").

Válvulas de alívio têm abertura proporcional ao aumento de pressão ao qual ela está instalada e após ser atingida a pressão de ajuste. São aplicadas principalmente em serviços com fluidos incompressíveis, ou seja, fluidos no estado líquido. Nessas válvulas o curso de abertura é sempre proporcional à sobre-pressão do sistema.

Já as válvulas de alívio e segurança podem operar tanto com gases e vapores como com líquidos, dependendo da aplicação.

Pressão de Operação

Pressão em libras por polegada quadrada (psi) à qual o vaso está normalmente submetido em serviço. Deve ser prevista uma margem adequada entre a pressão de operação e a máxima pressão de trabalho permissível (PMTP).

Pressão Máxima de Trabalho Permissível

É a pressão máxima de trabalho calibrada permissível em um vaso, à temperatura designada. Um vaso não pode ser operado acima desta pressão ou seu equivalente a qualquer temperatura do metal, que não seja a utilizada em seu projeto; logo, para aquela temperatura do metal, é a pressão mais elevada na qual a válvula de segurança da pressão primária é ajustada para abrir.


Pressão de Abertura

Expressa em libras por polegada quadrada no manômetro, a pressão de abertura é a pressão de entrada na qual a válvula foi ajustada para abrir sob condições de serviço. Em serviço com líquido, a pressão de abertura é determinada pela pressão de entrada na qual a válvula começa a descarregar um fluxo contínuo de líquido. Em serviço com gás ou vapor, a pressão de abertura é determinada pela pressão de entrada na qual a válvula irá "subir" sob condições de serviço.

Vazamento (Simmer)

Caracterizado pela passagem audível ou visual de um fluido através das superfícies de assentamento imediatamente antes da abertura. A diferença entre este início de abertura e a pressão de abertura é o vazamento. Para gás ou vapor, "simmer" é o vazamento imediatamente antes da abertura (pop). Para válvulas de serviço de líquido, o vazamento é o fluxo não-contínuo (descargas)imediatamente antes de se tornar contínuo.

Levantamento

Levantamento é a elevação do disco nas válvulas de alívio de pressão.

Capacidade Nominal

Porcentagem do fluxo medido em uma porcentagem autorizada de sobrepressão permitida pelo código aplicável. A capacidade nominal geralmente é expressa em libras por hora (libras/hora) ou pé cúbico padrão por minuto (SCFM) para vapores e gases e em galões por minuto (GPM) para líquidos.

Blowdown

O diferencial entre a pressão de abertura e a pressão de fechamento de uma válvula de alívio de pressão, expresso como porcentagem da pressão de abertura, ou libras por polegada quadrada manométrica.

Acúmulo

Aumento de pressão sobre a máxima pressão de trabalho permissível do vaso durante a descarga através da válvula de alíviode pressão, expressa como uma porcentagem daquela pressão, ou libras por polegada quadrada.

Sobrepressão

Aumento de pressão sobre a pressão de abertura no dispositivo de alívio primário. A sobrepressão é similar à acumulação quando o dispositivo de alívio é ajustado na máxima pressão de trabalho permissível do vaso. Normalmente, a sobrepressão é expressa como uma porcentagem da pressão de abertura.

Contrapressão

Pressão na saída de uma válvula de segurança, especificada como a seguir: a. Constante - Especifica contrapressão constante única (por exemplo, 10 psig). b. Variável - Especifica um intervalo de contrapressão variável usando os limites mínimo e máximo (por exemplo, 0 a 10 psig). c. Se ambas ocorrem, especificar se são adicionais.

Contrapressão Superimposta

A pressão no coletor de descarga antes da abertura da válvula de segurança.

Contrapressão Desenvolvida

Pressão que se desenvolve na saída da válvula como resultado do fluxo, após a abertura da válvula de segurança.

Diferencial entre a Pressão de Operação e a Pressão de Abertura

As válvulas em serviço de processo geralmente dão melhores resultados se a pressão de operação não excede 90% da pressão de abertura. Um diferencial mínimo de 25 psig é recomendado.
Nas linhas de descarga de bombas e compressores, contudo, o diferencial exigido entre as pressões de operação e de abertura pode ser maior em razão das pulsações de pressão vindas de um pistão alternativo. É recomendado que a válvula seja ajustada o mais acima da pressão de operação possível.

Internos da Válvula

Inclui o bocal, haste, guia, disco e fole.

Pressão de Teste Diferencial a Frio (CDS - Cold Differential Set)

Esta é a pressão na qual a válvula é ajustada para abrir na bancada de teste, indicada em libras por polegada quadrada. Esta pressão inclui as correções para contrapressão e/ou temperatura das condições de serviço.

As válvulas para altas temperaturas são normalmente ajustadas e testadas em temperaturas das condições atmosféricas. É costume serem feitos alguns ajustes na pressão de abertura sob condições atmosféricas para compensar o efeito das altas temperaturas de operação. As válvulas são então, testadas na Pressão de Teste de Diferencial a Frio.

Quando a pressão de abertura é aumentada para compensar a maior temperatura de operação, a seleção da mola é baseada na pressão de abertura real sem considerar a correção do diferencial a frio.

Disponivel em: https://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%A1lvula_de_seguran%C3%A7a#Ver

segunda-feira, 19 de março de 2018

Quatro pessoas morrem em explosão de uma caldeira em uma indústria de papel, em Telêmaco Borba - PR

Quatro pessoas morreram vítimas da explosão na tubulação de uma caldeira em uma indústria de papel, em Telêmaco Borba - PR. Ainda não se sabe o motivo da explosão. Dois engenheiros suecos estão sendo esperados na fábrica para auxiliar no trabalho da perícia. O laudo sobre o acidente e suas prováveis causas deve sair dentro de duas ou três semanas.

As outras 13 pessoas que saíram feridas no acidente passam bem e não correm riscos. Seis delas tiveram que passar dois dias internadas no Hospital de Harmonia, mas já estão em casa. Os outros sete foram medicados e liberados no mesmo dia.

A STD reforça a importância de se manter em dia as inspeções das caldeiras, bem como todo o treinamento necessário aos operadores e envolvidos no processo.  

É necessário também o devido preenchimento do livro de registro, informando todas as inspeções, manutenções, intervenções, entre demais ocorrências com as caldeiras. 

O projeto de instalação, informando, entre outros, rota de fuga e pontos do sistema de combate a incêndio é importante a fim de orientar algumas medidas de segurança no caso de incidentes.


Infelizmente incidentes acontecem, porém cabem ao empregador, colaboradores e prestadores de serviços fazer o melhor para que as consequências do incidente sejam os menores possíveis.
Essa inspeção é muito importante e obrigatória para evitar acidentes.

A STD e sua equipe se solidarizam com a família dos envolvidos, com a empresa e demais pessoas que tiveram significativas perdas neste acidente.

Fonte: http://cndez.com.br/2018/03/quatro-pessoas-morreram-vitimas-de-explosao-na-fabrica-da-klabin/

quinta-feira, 15 de março de 2018

Ensaio de Caixa de Vácuo

Uma das ameaças mais comuns ao meio ambiente além de provocar acidentes são os vazamentos de produtos, que quando armazenados em tanques ou recipientes com falhas estruturais, produzem vazamentos de líquidos.

O ensaio de caixa de vácuo tem sido largamente empregado em testes de componentes pressurizados ou despressurizados onde existe o risco de escape ou penetração de produtos, comprometendo o sistema de contenção, assumindo desta maneira, uma importância muito grande quando se trata da proteção ao meio ambiente, onde a flora e fauna e ainda pessoas ou populações podem ser atingidas seriamente.

Detecção de vazamentos durante o teste hidrostático
Na realidade o teste hidrostático em tanques de armazenamento é um teste estrutural, Possíveis vazamentos no costado serão detectados visualmente, porém nas soldas de união do fundo um dos Ensaios não Destrutivos mais utilizados é o teste de Estanqueidade, utilizando se uma Caixa de Vácuo.

Ensaio de Formação de Bolhas com Pressão Negativa
Esta prática fixa as condições mínimas para o ensaio de estanqueidade por meio de formação de bolhas, sendo aplicada na detecção de defeitos passantes em juntas soldadas.

Nota: A função única dos ensaios de estanqueidade é a detecção de eventuais
vazamentos. Não visando a análise da resistência mecânica, deformação e recalques estruturais, como os testes hidrostáticos e/ou pneumáticos, muito embora estes visem também a detecção de vazamentos.

As condições gerais devem ser conforme a norma ASME V artigo 10.
Preparação e Limpeza da Superfície conforme norma ASME
Sec.V, Artigo 6, item T-641.
Realizar ensaio visual antes do ensaio de estanqueidade.

Os materiais utilizados devem ser total e adequadamente removidos após o ensaio.

As áreas a serem ensaiadas, no mínimo 25mm de cada margem da solda, devem estar limpas e isentas de óleo, graxa, pintura, argamassa ou outros componentes, que possam mascarar eventuais vazamentos.

A temperatura da peça a ser ensaiada deve estar entre 16º e 50ºC.

A caixa de vácuo deve ter dimensões adequadas e a junta de vedação das extremidades do fundo aberto da caixa deve proporcionar uma vedação adequada para possibilitar a formação do vácuo parcial durante o ensaio.

Os manômetros devem estar de acordo com os seguintes requisitos:

a) Utilizar, no mínimo, 1 (um) manômetro.

b) O valor máximo de escala deve estar sempre entre 1,5 a 4 vezes a pressão de ensaio, de preferência 
ter o dobro da pressão de ensaio;

c) A menor divisão da escala não deve exceder a 5% da indicação máxima da escala;

d) O manômetro deve estar aferido antes do início dos serviços.

Os materiais a serem empregados devem estar de acordo com os seguintes requisitos:

a) A solução formadora de espuma não deve conter quantidade excessiva de bolhas, de forma a minimizar a dificuldade de interpretação e distinção entre estas e as bolhas causadas por eventuais vazamentos.

b) A solução deve proporcionar um filme uniforme e as bolhas formadas não devem explodir rapidamente devido à secagem pelo ar ou baixa tensão superficial.

c) Na impossibilidade do uso de soluções comerciais apropriadas pode ser usada uma de líquido detergente ou sabão líquido, glicerina e água, na proporção de 1 x 1 x 4,5 de cada componente em volume.

d) A solução deve ser preparada com antecedência, para que haja a dispersão das bolhas e da espuma, antes do uso.

e) A solução formadora de bolhas deve ser aplicada por meio de pincel, garrafa pulverizada, almotolia ou bisnaga plástica, devendo a cada camada da solução ser uniforme, fina, sem quantidade excessiva de bolhas e cobrir integralmente a região sob ensaio.

f) A pressão do ensaio de vácuo deve ser a definida pelo projeto, caso contrário aplicar 0,95 kgf/cm² ou 13,5 psi.

g) A permanência do vácuo, durante o ensaio, deve ser no mínimo de 10 (dez) segundos.

h) Durante os avanços da caixa de vácuo, para a execução do ensaio na faixa da solda, deve ser observada uma sobreposição mínima de 200mm.

i) O ensaio deve ser realizado sob claridade suficiente, de modo que possam ser observados possíveis defeitos.

j) Uma vez detectado qualquer tipo de defeito, o inspetor deve indicar (usar marcador industrial) a região ser reparada.

k) Após o reparo, deve-se fazer o ensaio na região, até a aprovação final
Os resultados do ensaio devem ser registrados por meio de um sistema de identificação
e rastreabilidade que permita correlacionar o local ensaiado com o relatório e vice-versa.

O relatório deve conter:

a) nome do emitente;

b) identificação numérica;

c) identificação da peça ou equipamento;

d) número e revisão do procedimento;

e) registro dos resultados;

f) normas e/ou valores de referência para interpretação dos resultados;

g) laudo indicando aceitação, rejeição ou recomendação de ensaio complementar;

h) data;

i) identificação e assinatura do inspetor responsável.

terça-feira, 6 de março de 2018

Consultoria Técnica Para Vasos de Pressão

A STD realiza consultoria técnica para vasos de pressão. Utilizamos ferramentas gerenciais que avaliam e monitoram as características e condições operacionais dos vasos de pressão, podendo assim elaborar planos de inspeção e integridade para os equipamentos.

Elaboramos PAR (Projetos de Alteração e Reparo), item obrigatório sempre que um vaso de pressão passa por reparos ou alterações.

Este procedimento fornece todo o padrão normativo, operacional e de controle de qualidade para que o reparo seja feito à luz de sua norma de referência, trazendo confiabilidade e garantia de qualidade, além de atender aos requisitos da NR-13.

 A STD monitora os prazos das inspeções e calibrações dos seus instrumentos de segurança, para manter os equipamentos sempre em dia com as inspeções, estando dentro da norma e mantendo uma operação segura.


A equipe é formada por engenheiros e inspetores qualificados. Esta equipe vem garantindo a excelência nesta operação, gerando controle, segurança e economicidade aos nossos clientes.